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Durante o período colonial, a arquitetura
residencial urbana estava baseada em um
tipo de lote com características bastante
definidas.
Aproveitando antigas tradições
portuguesas, com residências construídas
sobre o alinhamento das vias públicas e
sobre os limites laterais dos terrenos.
Não havia meio-termo; as casas eram
urbanas ou rurais. Não se concebiam casas
urbanas recuadas e com jardim.
Os jardins são complementos relativamente
recentes, introduzidos nas residências
brasileiras somente no século XIX.

Durante o período colonial, a arquitetura residencial urbana estava baseada em um tipo de lote com características bastante definidas.

Aproveitando antigas tradições portuguesas, com residências construídas sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos.

Não havia meio-termo; as casas eram urbanas ou rurais. Não se concebiam casas urbanas recuadas e com jardim. Os jardins são complementos relativamente recentes, introduzidos nas residências brasileiras somente no século XIX.

Mesmo os palácios dos governadores, na Bahia, Rio de Janeiro e Belém, eram construídos no alinhamento das vias públicas.

Este esquema envolvia a própria idéia que se fazia de via pública. Numa época em que as ruas ainda não tinham calçamento, nem havia passeios – recursos mais recentes de definição e aperfeiçoamento do tráfego – não seria possível pensar em ruas sem prédios (ruas sem edificações definidas por cercas eram as estradas). As ruas eram o traço de união entre conjuntos de prédios e por eles era definida espacialmente. Nesta época eram ainda desconhecidos os equipamentos de precisão de topografia e os traçados das ruas eram feitos por meio de cordas e estacas. Não poderiam ser mantidos por muito tempo se não fossem feitas edificações.

Fonte: bhturismo.files.wordpress.com/2008/10

Essa imagem mostra claramente como se compreendiam as casas no Período Colonial, não havia recuos e jardim, simplesmente as casas usavam toda a parte da frente do lote. Imagem: bhturismo.files.wordpress.com/2008/10

A uniformidade do terreno correspondia à uniformidade dos partidos arquitetônicos: as casas eram construídas de forma uniforme e, em certos casos, essa padronização era fixada em Cartas Régias ou em posturas municipais. Dimensões e números de aberturas, altura dos pavimentos e alinhamentos com as edificações vizinhas foram exigências correntes no século XVIII. Revelam uma preocupação formal cuja finalidade era manter o aspecto português nas vilas brasileiras.

Postado por: Pedro Veiga

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Para compreendermos melhor a ascensão do ecletismo, precisamos voltar um pouco na história. Abordaremos as transformações ocorridas na virada do século XIX para o século XX.

O final do Império foi marcado por construções dos portos, das ferrovias as instalações da primeiras indústrias.

Foi uma virada de século bastante movimentada e conturbada por revoltas. No início do século XX, a capital do Brasil vivia momentos difícies. Houve um aumento da população devido à vinda do ex-escravos da zona rural à procura de emprego e também a chegada de imigrantes ao porto do Rio de Janeiro. Em 1890, a população do Rio de Janeiro era de 522.651 habitantes. Em 1920, já era 1.157.873 habitantes. A maior parte da população passou a viver em cortiços, sem a menor higiene, sem esgotos e sem uma sistemática coleta de lixo. Isso disseminou uma série de doenças.

Em 9 de novembro de 1904, Rodrigues Alves publicou a lei da vacinação obrigatória e autorizou o higienista Osvaldo Cruz a desencadear a vacinação em massa na população para deter o surto da varíola. Como o povo não fora devidamente esclarecido sobre a necessidade da vacina, reagiu e passou a agredir os vacinadores. O Rio de Janeiro se transformou num campo de batalha.

O fim do período imperial foi marcado pelo início do ecletismo, que, no Brasil, reúne elementos dotados das linhas curvas do Barroco, paredes lisas e ornamentos com o pouco dourado do rococó e colunas e arcos romanos típicos do estilo neoclássico. O eclético pode ser visto por exemplo, nos teatros municipais das cidades de Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro. O emprego do ferro fundido para as estruturas de construções como o Theatro José Alencar, em Fortaleza, dos mercados de Manaus e do Ver-o-Peso, em Belém do Pará, e da Estação da Luz , em São Paulo, são exemplos significativos daquela nova maneira industrial de construção civil.

As cidades recebem saneamento básico e reurbanização, à moda dos franceses e italianos. Aos arquitetos franceses e alemães que aqui atuavam vieram se juntar os italianos, que passaram a projetar os edifícios construídos pelos mestres-de-obras, também em sua maioria italianos e descendentes.

A cidade de São Paulo é uma das que mais registra essa transformação da arquitetura brasileira no final do século XIX. A antiga cidade de taipa de pilão foi substituída por construção de tijolos, trazidos pelos ingleses e fabricados depois pelos italianos.

A República proclamada em 1889 adotou o estilo eclético e em 1903 fez a remodelação da capital federal abrindo a Avenida Rio Branco, com o mais significativo conjunto urbanístico, para dar à cidade ares de capital francesa. Por todo o país foram construídos estabelecimentos de ensino, como um programa construtivo de uma nova nação progressista e positivista.

Theatro Guarany

Stanislau Szarfarki, 1920-1921. O Theatro Guarany construído já no início do século XX, que apresenta uma sobrecarga decorativa, incluindo uma cobertura na entrada em ferro. Imagem: http://www.turismo.pelotasvip.com.br/arquivos/teatro_guarany.htm

Postado por: Emanuela Tassoniero

TRABALHO ACADÊMICO

Este blog tem a finalidade de discutir os períodos e a arquitetura que se produziu no Brasil desde a sua origem, por meio de sua história, características sociais, econômicas, mobiliário e também decoração. Este blog faz parte de um trabalho acadêmico orientado pela professora Ana Laura Villela para a componente curricular Arquitetura no Brasil do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNOCHAPECÓ.