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Art noveau, a arte nova feita pelos artistas, que se iniciou em 1920 e se extendeu até mais ou menos 1930. Formas orgânicas, estilo marcante… e um dos movimentos mais charmosos na minha opinião.Muitas curvas, flores, passáros isso foi a Art Nouveau, inspirada na natureza. Imagem: allposters.com

Uma vez que a história não oferecia um estilo que permitisse exprimir a nova era de modo adequado, a procura de um estilo novo foi buscar o seu modelo à natureza. O art nouveau, foi um estilo estético essencialmente de design e arquitetura que também influenciou o mundo das artes plásticas. Art Nouveau modernizou o design editorial, a tipografia e o design de marcas comerciais; além de se destacar pelo desenvolvimento dos cartazes modernos. Art Nouveau também revolucionou o design de moda, o uso dos tecidos e o mobiliário, assim como o design de vasos e lamparinas Tiffany, artigos de vidro Lalique e estampas Liberty.

Era relacionado com o movimento art & crafts (modelar a totalidade do ambiente quotidiano das pessoas com produtos de qualidade de manufatura artesanal, para que a produção em massa não ganhasse predominância destruindo a estética dos produtos) e que teve grande destaque durante a Belle Epóque, nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX. Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro, principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética). Devido à forte presença do estilo naquele período, este também recebeu o apelido de modern style (do inglês, estilo moderno).

O estilo Art Nouveau é caracterizado pela sua ruptura com as tradições que até então persistiam excessivamente na arte e na arquitetura. Tratou-se de um estilo novo voltado para a originalidade da forma, de modo que era destituído de quaisquer preocupações ideológicas e independente de quaisquer tradições estéticas.

Pretendendo-se como nova arte, o estilo procura ainda rejeitar as formas meramente funcionais envolvidas em todos os objetos decorativos provenientes da produção em massa e adere às formas sinuosas, curvilíneas.

Postado por: Emanuela Tassoniero

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Foi no início do século XX que o art nouveau chegou ao Brasil, importado da França, principalmente na decoração de interiores ou em grades e elementos arquitetônicos de ferro forjado.

O estudo intenso da natureza conduziu não só a novos temas na pintura, mas também as novas formas de representação. As linhas curvas das árvores ou das pétalas entrelaçadas dos botões das flores começaram a ser interpretadas com uma linguagem de formas inovadora, geralmente constituída por ornamentos planos, que rompiam com o repertório de formas até então conhecido.

Na arquitetura as formas vegetais da natureza foram transpostas com os novos materiais de construção, vidro e ferro, para uma linguagem formal igualmente estilizada e, uma vez que se colocam os novos materiais construtivos, sem revestimento, ao lado dos materiais tradicionais como o tijolo, a pedra aparelhada ou o mármore, abriu-se não só o caminho para um novo estilo, mas também uma estética dos materiais até então desconhecida.

Conhecido também como estilo floral, está presente em edifícios projetados pelo francês Victor Dubugras (1868-1933?); nas construções do sueco Karl Ekman (1866-1940), como a Vila Penteado, em São Paulo; e em gradis, portas e móveis produzidos pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. No Rio de Janeiro, um grande exemplo é o interior da Confeitaria Colombo. Cerâmicas e cartazes do pintor Eliseu Visconti (1866-1944) também têm inspiração art nouveau.

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A Confeitaia Colombo é sem dúvida muito elegante. Joaquim Borges de Meirelles e Manoel José Lebrão. Confeitaria Colombo, l894.Rio de Janeiro- RJ Fonte: http://www.tanto.com.br/Alessandrobuzas.htm

Postado por: Emanuela Tassoniero

Os móveis desse perído além de serem lindos, são ainda muito modernos e ainda são usados na decoração de interiores.

Cadeira e Mesa- A escola de Nancy, sob a influência do seu fundados, Émile Gallé, mescla o naturalismo floral e japonesismo e às reminiscências rococós. A inspiração floral tende à estilização nas junções e nos espaldares: pés de mesa “libélula” ou “vara de parrera”, os espaldares lavrados em “umbelas”. Além da moda da escrita vertical nos móveis incrustados de assinaturas e poemas, o japonesismo influencia amplamente o estilo de composição de marchetarias

Mesinha- Esse excesso ornamental é mais discreto em Marjolle, outro criador da escola de Nancy, cujos movéis conservam uma pureza de linhas e proporções em conformidade com a marcenaria antiga.

Vitrina de bibelô- Um ritmo rege a concepção de conjunto do móvel e o jogo de linhas. Maleabilidade, dinamismo, senso plástico e sobriedade ornamentação.

Móvel de canto, cadeira e mesa- Uma verdadeira invenção plástica sobressai nos móveis de Guimard. A unidade da forma deve-se a um sentido rítmico que se estende a todos os elementos do objeto, a todas as suas ondulações. A depuração das linhas e dos contornos acarreta uma assimetria neutralizada, não sem virtuosidade, pela harmonia rítmica do conjunto.

Postado por: Emanuela Tassoniero

TRABALHO ACADÊMICO

Este blog tem a finalidade de discutir os períodos e a arquitetura que se produziu no Brasil desde a sua origem, por meio de sua história, características sociais, econômicas, mobiliário e também decoração. Este blog faz parte de um trabalho acadêmico orientado pela professora Ana Laura Villela para a componente curricular Arquitetura no Brasil do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNOCHAPECÓ.