Fugindo do Moderno

Em meados da década de 1960, um número crescente de arquitetos( e a maioria do público para quem faziam projetos) estava questionando a inspidez da nova arquitetura. Na maioria das vezes sem personalidade, o novo estilo corporativo, visto ao lado de centros residenciais produzidos em massa e estradas cortando sem complacência o cerne de velhas comunidades, era visto como uma caricatura do admirável mundo prometido por Le Corbusier e a Bahaus.

O pós-modernismo tem muito impacto na Europa nos Estados Unidos, no Brasil não existiu o debate com o mesmo vigor e a grande tradição moderna, mesmo bastante desgastada, não permitiu muito espaço para uma crítica de qualidade da produção arquitetônica.

Postado: Emanuela Tassoniero

Características Pós-Modernas

Os arquitetos pós-modernos utilizaram uma série de estratégias para estabelecer a crítica do modernismo, principalmente a sua versão mais difundida e homogênea: o estilo internacional . Entre estas estratégias a principal foi a reavaliação do papel da história, reabilitada na composção arquitetônica, principalmente como meio de provocação e crítica à austeridade do modernismo.

Postado: Emanuela Tassoniero

Pós-Moderno no Rio de Janeiro

A chamada “arquitetura posmoderna” brasileira  se reflete em grande parte na adoção dos elementos formais mais óbvios da manifestação norte-americana do “movimento”. No Rio de Janeiro seu exemplo mais conhecido talvez seja o edifício Rio Branco , projeto de Edison Musa, que repete o uso do frontão – que se tornou uma marca de Philip Johnson – e subdivide o edifício em base, corpo e coroamento (como na divisão clássica). Igualmente, o arquiteto mineiro Éolo Maia adota como estilo alguns elementos da arquitetura do americano Michael Graves entre outros (Maia utilizou um largo repertório de referências em sua arquitetura).

Ainda que criticada pela fragilidade de sua base teórica, a adoção do “pós-modernismó” como estilo teve o importante papel de atenuar a hegemonia da arquitetura moderna no Brasil, apontando a possibilidade de novos rumos.

Postado: Emanuela Tassoniero